O grande desafio ao se analisar um filme como “Sobrevivi ao Holocausto” é o de não deixar a nobreza do tema se impor sobre o tratamento cinematográfico dado a ele. Não dá pra ficar insensível a uma hora e meia de lembranças de um sobrevivente dos campos de concentração nazistas. Mas também não dá para fechar os olhos para o fato de que o filme tem muitos problemas.
Em primeiro lugar, ele não acrescenta absolutamente nada ao que já foi documentado sobre o assunto. As escolhas feitas pelos realizadores para apresentar essa realidade às gerações mais novas foram equivocadas e pouco criativas. A começar por colocar em cena uma jovem para servir de companheira de viagem do sobrevivente Julio Gartner.
Em primeiro lugar, ele não acrescenta absolutamente nada ao que já foi documentado sobre o assunto. As escolhas feitas pelos realizadores para apresentar essa realidade às gerações mais novas foram equivocadas e pouco criativas. A começar por colocar em cena uma jovem para servir de companheira de viagem do sobrevivente Julio Gartner.
A ideia de estabelecer um contraponto geracional vira um tiro pela culatra. O que a garota oferece são crises de choro, manifestações de indignação afetadíssimas e um irritante papel de entrevistadora com perguntas óbvias. Se a presença dela serve para alguma coisa, é para acentuar a lucidez de Julio que, ponderado, não carrega o ódio que se esperaria de quem sofreu como ele. Uma bela lição em tempos de guerra.
post original + trailer:http://rioshow.oglobo.globo.com/cinema/eventos/criticas-profissionais/sobrevivi-ao-holocausto-11047.aspx

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